quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Pare de se sabotar!

Quaisquer que sejam os caminhos que sua vida percorra, cedo ou tarde, você irá perceber que tanto as melhores oportunidades, quanto as maiores dificuldades estão em você e não nos outros. É sempre mais fácil culpar aos outros e à vida por nossas desistências e fracassos e pela ausência de oportunidades. Mas o caminho mais fácil não é, necessariamente, o melhor caminho.

Quanto antes percebermos que nós mesmos sabotamos nossas possibilidades de felicidade, sucesso e prosperidade, melhores serão nossas chances de vitória, porque o tempo não pára e a oportunidade não espera especificamente por você, mas por alguém com atitude suficiente para aproveitá-la.

É inquietante a incoerência humana. O homem destrói, com suas próprias atitudes, aquilo que mais ama e deseja. Matamos antecipadamente nossos sonhos por medo que eles não se realizem.

Sonhos, realidade e dificuldades

Quando estabelecemos um objetivo, uma meta ou um sonho, estamos no mundo da imaginação e do desejo, onde tudo é possível. Imediatamente quando começamos a caminhar para realizá-los entramos na estrada da realidade. E na dimensão da realidade, o sonho encontra as dificuldades.

Ao sentirmos a presença inicial da dificuldade e, prevendo que outras maiores virão, começamos a colecionar desculpas nobres para justificar o nosso possível fracasso na realização do sonho. Admitir um fracasso antecipadamente sem participar da luta para superá-lo é, de fato, o início do fracasso.

Aqui, exatamente aqui, frente às dificuldades iniciais, começamos a fazer amizade com o fracasso: começamos a nos auto-sabotar. Imediatamente procuramos algo ou alguém para depositar a culpa pela não-realização do sonho: são os pais, a companheira, o companheiro, o mundo, o mercado, o universo, o destino...
A verdade é que começamos a desistir logo no início da jornada. E essa desistência tem uma explicação simples: com medo de tentar muito e depois “morrer na praia”, abortamos o sonho. Preferimos trocar uma possível frustração futura, que julgamos ser maior, por uma frustração imediata menor.

E para enganar a nós mesmos usamos toda a nossa criatividade para desenvolver desculpas nobres que encubram nossas atitudes pobres.

Começamos a dizer:

- “Na verdade eu não queria isso tanto assim! Não tinha mesmo tanta importância...”

- “Foi melhor que as dificuldades apareceram, não daria certo mesmo!”

- “Ainda bem que as dificuldades me mostraram que isso não era pra mim, se realmente fosse as coisas seriam mais fáceis!”

Mentimos escancaradamente para nós mesmos e para todos aqueles a quem não queremos decepcionar, alegando que desistimos de algo pequeno e sem importância, quando estamos desistindo do que tem mais importância: nossa disposição para lutar e vencer.

Queremos ser felizes, prósperos e obter sucesso, mas temos receio de não conseguir ou não manter essas conquistas. Observe as relações amorosas: com medo do abandono, acabamos por estabelecer relações tormentosas baseadas na cobrança excessiva, na agressividade, no ciúme, no controle e na manipulação. Tudo isso só nos aproxima mais rápido da perda e do abandono.

Reflexão e atitudes

Esta é uma das mais profundas incoerências humanas, matar aquilo que mais desejamos alcançar e manter. Pare neste exato momento e reflita sobre atitudes que você está adotando que são absolutamente contrárias aos seus objetivos. Reflita sobre como você vem usando sua criatividade para encontrar desculpas nobres para atitudes pobres e pare de se auto-sabotar.

A maior de todas as tolices é tornar-se seu próprio inimigo, lamentavelmente é também a mais comum.

A propósito: pare de se auto-sabotar com esta culpa por ter se sabotado tanto até agora. Culpas não resolvem nossas vidas, agravam. Transforme a culpa em responsabilidade. Torne-se responsável em escrever uma nova história de agora em diante e de perceber e corrigir cada vez mais rápido qualquer deslize de sabotagem.

Quando caímos podemos ficar olhando para os limites impostos pelo solo ou dar a volta e olhar para o espaço infinito oferecido pelo céu, a escolha é nossa.
Quando perceber qualquer possibilidade de auto-sabotagem, delete-a imediatamente. Somos os editores do nosso próprio destino, não permita publicar em sua vida nenhum parágrafo que diminua a beleza da sua história. Nenhum de nós deve passar pela vida sem “acontecer”.


Fonte:UOL

Clínica Psicológica

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