terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A Importância do Brincar

“O que é um brinquedo?
Duas ou três partes de plástico, de lata...
Uma matéria fria
Sem alegria
Sem história...Mas não é isso, não é filho!
Porque você lhe dá vida
Você faz ele voar, viajar... “
(TOQUINHO, 1987)

Brincar não é ficar sem fazer nada, como pensam alguns adultos, é necessário estar atento a esse caráter sério do ato de brincar, pois, esse é o seu trabalho, atividade através da qual ela desenvolve potencialidades cognitivas, motoras, sociais e emocionais. Conhece limites, experimenta novas habilidades, forma um novo conceito de si mesma e avança para novas etapas de domínio do mundo que a cerca.
Portanto, as crianças tendo a oportunidade de brincar, estarão mais preparadas emocionalmente para controlar suas atitudes e emoções dentro do contexto social, obtendo assim melhores resultados gerais no desenrolar da sua vida.
A falta de brincadeira pode deixar seqüelas, como dificuldades em se relacionar, medos e outras ainda mais graves.
Na dúvida de como lidar com alguma dificuldade em relação ao brincar de uma criança, ou se a mesma não brinca, é importante que se procure um profissional capacitado, como um psicólogo, um pedagogo, para uma orientação específica.
Seguindo a teoria de Piaget, a forma de brincar apresenta mudanças, divididas por estágios, que são:

1) Brincar sensório-motor ( nascimento até 2 anos): não existe ainda um brincar simbólico. A criança de 12 meses explora e manipula objetos colocando coisas na boca, sacudindo-as, etc…No estágio sensório-motor, o bebê apresenta um tipo de funcionamento intelectual inteiramente prático, vinculado à ação.
2) Brincar simbólico ( 2 a 6 anos) : corresponde ao estágio pré-operacional onde a criança começa a entrar no mundo dos símbolos; é capaz de reproduzir música que alguém cantou e de reconhecer objetos. As crianças começam a fazer-de-conta em suas brincadeiras. E usando a imaginação, onde uma vassoura se transforma num cavalo, pode-se observar a capacidade cada vez melhor da criança de manipular internamente esses símbolos.
3) Grupo de jogos com regras: corresponde ao estágio das operações concretas( 6 aos 12 anos). A criança descobre uma série de regras para interagir com o mundo. Aos 7 anos, a criança não só agrupa criaturas em classe de gato e cachorro, como também compreende que ambas são classes de animais.
Enquanto brinca a criança tem a oportunidade de organizar seu mundo seguindo seus próprios passos e utilizando melhor seus recursos. Brincar é uma necessidade do ser humano; quando brinca ele pode aprender de um modo mais profundo, pode flexibilizar pensamentos, pode criar e re-criar seu tempo e espaço, consegue adaptar-se melhor às modificações na vida real podendo incorporar novos conhecimentos e atitudes.
Outro dado que é importante ser colocado é a importância do acompanhamento dos pais durante o brincar da criança. Saber do que ela brinca, quem são seus amigos próximos, o que ela mais gosta de fazer, quais são seus limites e brinquedos apropriados para cada faixa etária. Com isso, os pais conhecerão mais seu filho, poderão estabelecer um vínculo positivo que será benéfico não apenas para a criança, mas para os pais, para a família de modo geral e para seu futuro. È importante que pai e mãe gostem de se divertir com a criança, além da tarefa de educar. Se esse acompanhamento divertido foi feito desde cedo, quando seus filhos estiverem adolescentes, será muito mais fácil a relação pais-filhos. Não será necessário cobranças, ficar vigiando a internet, gavetas e ligações. O filho confiará em seus pais, pois sabe que além de pais, eles são seus amigos.
Luciana Villela Petersen CRP:06/83400

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